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● A IMPORTÂNCIA DO FUNDO DE BANDEJA NAS REFEIÇÕES
Assista ao vídeo da reportagem exibida em 20/04/2008 no quadro
"Dr. Bactéria" do programa Fantástico - Rede Globo.
● A ORIGEM DO GUARDANAPO
Talvez nem passe pela cabeça da maioria das pessoas que o guardanapo
surgiu de uma necessidade um tanto que estranha e de situações
constrangedoras que passavam os comensais na Idade Média quando tinham
que limpar as mãos nos banquetes...
Antes dele, cachorros e coelhos eram usados na limpeza das mãos dos
comensais. E pôr isso, muito provavelmente, que tantas cenas medievais e
dos primeiros anos da Renascença mostram cães em volta de mesas de
banquetes e mesmo de damas desfrutando seu chá com torradas ao ar livre.
Não existe informação precisa sobre as origens do guardanapo, mas o
Códice Romanov, livro de anotações culinárias, atribuído a Leonardo da
Vinci (1452-1519), traz uma indicação de que esta pode Ter sido mais uma
de suas criações geniais. Até onde se sabe, as pessoas já começavam a se
sentir constrangidas ao usar a toalha da mesa e as próprias roupas (além
de coelhos e cães) para limpar as mãos e a boca, pois anos mais tarde o
humanista holandês Erasmo de Roterdam (1466 ou 1469-1536) relatava:
Durante a Idade Média, era comum usar a toalha para limpar a boca. Isso
era tão errado como lamber os dedos gordurosos ou limpá-los na túnica,
já que as pessoas podiam limpá-los com o guardanapo. Na mesma época, o
escritor francês Michel Montaigne (1533-1592) acrescentava mais um
testemunho da mudança dos hábitos ás refeições: Eu jantaria sem toalha
de mesa, mas nunca sem guardanapo limpo.
Nos banquetes medievais a regra era comer com as mãos, até o século 13
não se usavam pratos e o garfo surgindo no século 11, só veio a ser
utilizado genericamente 500 anos depois. Já era de todo o modo uma
evolução em relação aos tempos áureos da civilização grega quando as
pessoas comiam deitadas (ou quase) usando as mãos (ou a colher,
raramente) para levar o alimento a boca. Os modos mais civilizados
começam a dominar a partir do século 16, quando as mesas italianas, pôr
exemplo, eram ordenadas com as diferentes maneiras de dobrar o
guardanapo, em forma de galinha, obra de fidalgas de alto escalão, ou
reproduções da Arca de Noé, feitas pôr clérigos.

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